Reinaldo Glioche
O sucesso da campanha de “Ainda Estou Aqui”, que culminou em três indicações ao Oscar – e a vitória inédita como Filme Internacional – e os prêmios em Cannes (Direção para Kleber Mendonça Filho e Ator para Wagner Moura), estimularam o BTG, corretora de investimentos, a elaborar um plano para levar “O Agente Secreto” ao Oscar.
Muitos não sabem, mas a Faria Lima teve participação determinante na vitoriosa campanha de “Ainda Estou Aqui” rumo ao Oscar. O banco, que tem contrato com a estrela do filme de Walter Salles, Fernanda Torres, investiu valores não divulgados na campanha conduzida pela Sony Classics nos EUA e Europa.
Adquirido pela Neon, que acaba de ganhar o Oscar com “Anora”, “O Agente Secreto” deve gozar de atenção privilegiada da distribuidora na campanha nos EUA e os prêmios em Cannes, além das muitas críticas elogiosas, avalizam essa percepção. É com isso que conta o BTG que enxerga no soft power que o cinema brasileiro tem vivenciado recentemente para se cacifar como patrono desse renascer da cultura tupiniquim em terras estrangeiras.
