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"Lilo & Stitch" e a dicotomia Disney

Reinaldo Glioche

Depois do sofrível desempenho de “Branca de Neve” nos cinemas, a Disney comemora os números de “Lilo & Stitch” em seu fim de semana de estreia. O longa, o segundo live-action do estúdio a partir de uma animação clássica a estrear em 2025, emplacou a segunda maior bilheteria de estreia global do ano, atrás apenas de “Um Filme Minecraft”. No Brasil, os dados também são expressivos. O filme registrou a maior estreia do ano nos cinemas brasileiros. Segundo dados da Comscore, o longa arrecadou R$61,92 milhões e foi assistido por 2,72 milhões entre quinta-feira (22) e domingo (25).

A animação original de 2002 retrata a amizade entre Lilo, uma menina havaiana, e Stitch, um alienígena que chega ao planeta Terra após fugir de sua prisão. Através da convivência, eles estabelecem um vínculo e aprendem o significado de família.

O sucesso do filme foi tanto que ele ultrapassou o faturamento e o número de ingressos vendidos de “Missão: Impossível – O Acerto Final” no Brasil. A produção foi a segunda mais vista nos cinemas no último fim de semana, com R$9,43 milhões e 363 mil cadeiras preenchidas.

No entanto, esse sucesso financeiro contrasta com críticas crescentes à estratégia da Disney de refilmar seus clássicos animados. Embora títulos como “O Rei Leão” (US$ 1,6 bilhão), “A Bela e a Fera” (US$ 1,2 bilhão) e “Aladdin” (US$ 1,05 bilhão) tenham sido êxitos de bilheteria , muitos espectadores e críticos apontam para uma fadiga criativa. A repetição de histórias conhecidas, sem inovações significativas, tem levado a um sentimento de desgaste entre o público

A Disney tem se testado pouco. Entre essas novas “velhas” versões de suas animações, os longas da Marvel e Star Wars, o estúdio, mais do que qualquer outro, tem atuado dentro de confortáveis margens de segurança. Não há pistas de arrefecimento da estratégia já que refilmagens de “Bambi” e “Hércules” estão a caminho.

“Lilo & Stitch” demonstra que há ainda apetite por versões live-action de clássicos, mas a Disney enfrenta (não de hoje) o desafio de equilibrar sucesso comercial com inovação criativa. A longo prazo, a sustentabilidade de seu negócio dependerá da capacidade do estúdio de renovar suas narrativas e encantar novas gerações com histórias originais.

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