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Do João Rock ao Meli Music: Brasil aposta em festivais como experiências culturais completas

Redação Cultural

O Brasil sempre foi conhecido pela efervescência de seus festivais de música. Do tradicional Rock in Rio ao mais recente The Town, passando por eventos regionais como o João Rock, a cena musical do país vem se diversificando e se reinventando a cada ano. Se antes os festivais serviam basicamente como vitrines para shows, hoje eles se tornam plataformas amplas de conexão cultural, reflexão social e inovação. Dois exemplos recentes ilustram bem essa transformação: o encontro “Papo João Rock”, realizado em São Paulo, e o lançamento da plataforma Meli Music, do Mercado Livre.

No dia 13 de maio, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB-SP) recebeu a primeira edição paulistana do Papo João Rock, um evento que foi além da música ao promover debates sobre comportamento, gerações e transformação social. Com mediação de Titi Müller e MariMoon, e nomes como MC Soffia, Fioti, Valen Bandeira, Marina Person e Claudia Assef, os painéis temáticos abordaram desde o impacto da internet no consumo musical até a potência da arte como ferramenta de mudança.

O painel de abertura discutiu a ressignificação de formatos clássicos da música a partir de um diálogo entre gerações. Marina Person, ex-VJ da MTV, e Valen Bandeira, influenciadora da nova era digital, refletiram sobre como a memória afetiva e o acesso democrático a acervos musicais estão moldando novos hábitos culturais. “A música e a língua são vivas”, disse Valen. “Beber das fontes criativas do passado é trazer frescor para as novas faixas.”

Na sequência, o tema foi “O Futuro dos Festivais”, com Claudia Assef e Alexandre Nickel abordando a importância da experiência como parte indissociável do consumo musical contemporâneo. Nickel destacou: “As necessidades de conexão humana balizam essas transformações, mesmo quando são difíceis de perceber.”

O ponto alto emocional veio com o painel “Música e Transformações Sociais”, onde MC Soffia e Fioti compartilharam suas trajetórias e reforçaram o poder da música como catalisadora de mudanças. Para Fioti, “a música salva vidas de verdade”, sendo uma ferramenta de inovação, impacto social e inclusão.

Novo evento musical

Em um movimento de expansão, o Mercado Livre anunciou sua entrada definitiva no mercado musical com o lançamento do Meli Music, uma plataforma de experiências imersivas voltada à Geração Z. Em parceria com a GTS Brasil, o projeto estreia com dois grandes eventos em 2025: um dedicado ao trap, com Matuê, Veigh e Budah; e outro ao pop, com Luísa Sonza, Carol Biazin e MC Livinho. Os shows acontecerão no Mercado Pago Hall, na recém-inaugurada Arena Pacaembu, com transmissão ao vivo pelo Mercado Play.

Mais do que entretenimento, o Meli Music aposta na música como ferramenta de engajamento e conexão emocional entre artistas, marcas e fãs. “A música tem o poder de transformar”, afirma Iuri Maia, diretor de estratégias de marca do Mercado Livre. O projeto também inclui ativações digitais, squads de influenciadores e um foco especial nos “super fãs”, consumidores que movimentam não só as plataformas de streaming, mas todo o ecossistema cultural e comercial em torno dos artistas.

Seja nos debates do João Rock ou nos palcos high-tech do Meli Music, a música no Brasil mostra que está mais viva, diversa e transformadora do que nunca.

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