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Galeria em Salvador promove diálogo entre gerações em nova exposição

Redação Culturize-se

A Galatea Salvador inaugura, em 30 de janeiro, a exposição “Corpos terrestres, corpos celestes”, reunindo obras do artista pernambucano Miguel dos Santos em diálogo com trabalhos de três artistas contemporâneas: Erika Verzutti, Gokula Stoffel e Pélagie Gbaguidi. A mostra, que marca o primeiro aniversário da galeria na capital baiana, é resultado de uma parceria inédita com a Fortes D’Aloia & Gabriel e ficará em cartaz até 24 de maio.

Sob curadoria de Tomás Toledo, a exposição propõe uma interlocução entre diferentes gerações, territórios e repertórios artísticos. Miguel dos Santos, artista autodidata de 81 anos nascido em Caruaru e radicado em João Pessoa, tem sua obra colocada em perspectiva contemporânea ao lado de produções recentes das artistas convidadas, que representam diferentes regiões e contextos culturais: Verzutti é de São Paulo, Stoffel do Rio Grande do Sul, e Gbaguidi nasceu no Senegal.

A mostra está organizada em seis núcleos temáticos – Retratos, Máscaras, Corpo Fragmento, Vênus-mãe, Corpo Celeste e Totens – que exploram as convergências entre os trabalhos em pintura, desenho e escultura dos quatro artistas. Ao todo, são apresentadas 44 obras: 20 de Miguel dos Santos, 13 de Gokula Stoffel, seis de Erika Verzutti e cinco de Pélagie Gbaguidi.

O trabalho de Miguel dos Santos reflete diversas influências estéticas, desde o Movimento Armorial, do qual participou ao lado de Ariano Suassuna nos anos 1970, até as máscaras da arte tradicional africana e a deformação formal de caráter expressionista. Sua experiência na África, quando representou o Brasil no Festival Mundial de Artes e Cultura Negra e Africana (Festac) em Lagos, Nigéria, aprofundou ainda mais suas referências afro-brasileiras e da arte iorubá.

Intercâmbio cultural

A exposição reforça o objetivo principal da Galatea em Salvador de ser um espaço de intercâmbio entre produções do Nordeste e Sudeste. Márcia Fortes, sócia-fundadora da Fortes D’Aloia & Gabriel, destaca as correspondências entre os artistas: “As pinturas de Miguel dos Santos parecem retratos, imbuídas de um desejo escultórico latente. Ao passo que suas esculturas incorporam mistérios, como máscaras. É nesse território intangível que a obra de Miguel encontra os trabalhos de Pélagie Gbaguidi, de Gokula Stoffel e de Érika Verzutti.”

A chegada da Galatea em Salvador, em janeiro de 2024, coincidiu com um momento de revitalização do centro histórico da cidade. Localizada na Rua Chile, primeiro logradouro do Brasil, a galeria ocupa o Edifício Bráulio Xavier, que abriga em sua lateral um mural histórico de Carybé, “A colonização do Brasil”, tombado pelo IPHAN.

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