Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Danças urbanas e balé se fundem no espetáculo “Réquiem SP”

Redação Culturize-se

Ensaio da coreografia Réquiem | Foto Larissa Paz

O Balé da Cidade de São Paulo inicia sua primeira temporada de 2025 com a estreia de “Réquiem SP”, um espetáculo que promete uma experiência inovadora e impactante. A apresentação acontece na Sala de Espetáculos do Theatro Municipal de São Paulo e contará com a participação do Coral Paulistano e da Orquestra Sinfônica Municipal, sob a regência e direção musical de Maíra Ferreira. Com direção e coreografia de Alejandro Ahmed, diretor artístico do Balé da Cidade, as sessões estão marcadas para os dias 14, 15, 18, 19, 21 e 22 de março, com ingressos variando entre R$10 e R$92.

Uma Coreografia Provocativa

“Réquiem SP’ se propõe a ir além da técnica clássica, estabelecendo um diálogo entre diferentes estilos de dança, como o balé, o jumpstyle e as danças urbanas. O objetivo é investigar as possibilidades de interação entre corpo, espaço e cultura, destacando a diversidade e a dinâmica da cidade de São Paulo. Para Ahmed, o movimento do elenco é mais do que execução coreográfica; é uma ferramenta de exploração sensorial e conceitual.

Além da interação entre os três corpos artísticos participantes, a montagem incorpora mídias diversas para criar um ecossistema multimídia. O repertório musical se estende para além da partitura de György Ligeti e inclui três movimentos musicais distintos. Um deles propõe um interlúdio de autogestão coreográfica e sonora; o outro é o Réquiem em quatro movimentos; e o terceiro abrange duas faixas do produtor canadense Venetian Snares, explorando o breakcore, um gênero eletrônico marcado por batidas aceleradas e espaçadas.

Sobre o Réquiem de Ligeti

Composto entre 1963 e 1965, o Réquiem de György Ligeti tornou-se uma de suas obras mais icônicas, sendo inclusive utilizada na trilha sonora do clássico 2001: Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick. Dividida em quatro movimentos (Introitus, Kyrie, Dies Irae e Lacrimosa), a peça destaca-se por sua complexidade e sofisticação técnica.

Maíra Ferreira enfatiza o desafio imposto pela composição: “Ligeti explora extremos de tonalidade, indo rapidamente de notas agudas para graves, exigindo preparo vocal excepcional. É uma das obras mais desafiadoras que já trabalhamos no Theatro Municipal.”

Isso pode te interessar

Tecnologia

Criador do Orkut quer ressuscitar a rede por "uma internet mais humana"

Comportamento

Para a Geração Z, ser fã é projeto de vida

Estudo aponta que três em cada cinco jovens veem seus fandoms como parte essencial de quem são

Exposições

Cantora Marília Mendonça ganha exposição sensorial no MIS

Streaming

De Chucky a Hannibal Lecter: Universal+ reforça catálogo para o Halloween

Plataforma reúne décadas de pesadelos cinematográficos, com produções sobrenaturais, thrillers psicológicos e histórias de assassinos

Newsletter Gratuita

Tenha o melhor da cultura na palma da sua mão. Assine a newsletter gratuita de Culturize-se. Todos os dias pela manhã na sua caixa de e-mail.