Redação Culturize-se

O Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), no Rio de Janeiro, apresenta a exposição Horizonte Cerrado: viver no centro do mapa, reunindo 140 obras de 40 artistas brasileiros renomados, como Athos Bulcão, Antonio Obá e Camila Soato. A mostra, composta por pinturas, fotografias e esculturas da coleção de Sérgio Carvalho, propõe um olhar artístico sobre o Cerrado, o segundo maior bioma do Brasil, presente em 13 estados e ameaçado pelo desmatamento.
Distribuída em quatro salas do CCJF, a exposição evidencia como a relação com a terra e a cultura influencia a produção artística dos habitantes da região central do país. Renata Petrocelli, gerente executiva de marca, marketing e patrocínio da Eletrobrás — patrocinadora da exposição via Lei Rouanet — destacou a relevância do evento. “A mostra conecta dois pilares essenciais: a preservação ambiental e o apoio à cultura”, afirmou.
A curadora Marília Panitz explica que a exposição convida o público a explorar um Brasil muitas vezes desconhecido. “A ideia é proporcionar uma viagem por esse horizonte mais reto, essa vegetação, as cidades planejadas e modernas, contrapostas a uma herança cultural forte e persistente”, ressalta.
Entre os visitantes, a gerente de vendas Luisa Moser destacou a urgência do debate sobre o Cerrado. “É um bioma riquíssimo, mas ameaçado. A exposição mostra como arte e conservação ambiental podem caminhar juntas”, observou.
Gratuita, Horizonte Cerrado: viver no centro do mapa segue em cartaz até 23 de março, de terça a domingo, das 11h às 19h, no CCJF. A mostra é realizada pelo Instituto de Promoção à Arte e Cultura (IPAC) e pelo Ministério da Cultura, com produção da 4Art.