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Lenny Kravitz cativa com misto de rock e groove em “Blue Eletric Light”

Redação Culturize-se

O 12º álbum de estúdio de Lenny Kravitz, “Blue Electric Light”, representa um retorno à sua melhor forma, oferecendo uma mistura potente de funk, rock e grooves sedutores. Este álbum se destaca como seu melhor trabalho em anos, repleto de alegria, arrogância e a habilidade única de Kravitz de infundir elementos cativantes em cada faixa.

O cantor Lenny Kravitz
Foto: Reprodução/Esquire

O álbum começa com “It’s Just Another Fine Day (In This Universe of Love)”, um rock luxuriante e pronto para arenas que define o tom do disco. Kravitz canaliza o falecido Prince no viciante “TK421”, uma faixa que poderia facilmente se encaixar em “Purple Rain”. O título da música tem múltiplas referências à cultura pop, incluindo uma designação de Stormtrooper de “Star Wars” e um termo de atualização de som de “Boogie Nights”. No videoclipe NSFW de “TK421”, Kravitz sugere uma interpretação mais pessoal do termo, somando-se ao fascínio da música.

“Let It Ride” apresenta uma mistura de elementos eletrônicos em loop e sintetizadores que remetem à Prince, com a voz de Kravitz assumindo um tom ameaçador. Embora esta faixa possa não agradar a todos, ela mostra sua disposição para experimentar sons. “Honey” é uma doce balada de sedução, enquanto “Paralyzed” mergulha de forma emocionante no território do heavy metal dos anos 80, com direito a dedilhadas velozes e batidas de bongo.

“Bundle of Joy” pode inicialmente soar como uma canção de ninar, mas Kravitz muda de marcha para o clima sensual, entregando uma ode apaixonada que inclui um grito que, novamente, lembra Prince. “Stuck in the Middle” oferece uma espiritualidade sensual com a presença da cítara, com Kravitz explorando a consciência antes do nascimento. “Human” se destaca com sua percussão incrível e clima que lembra o Depeche Mode, enquanto Kravitz proclama seu compromisso de viver autenticamente.

Kravitz aborda as divisões sociais em “Love Is My Religion”, uma faixa marcante com piano quente que pede por união em meio ao caos global. O álbum continua esse tema com “Heaven”, onde o cantor canaliza Rick James em um apelo funky pela harmonia.

O álbum termina com a faixa-título, “Blue Electric Light”, que exala a energia de um final de filme de alta octanagem, completo com um solo de guitarra elétrica que convida o ouvinte a imitar escondido. Essa faixa encapsula a habilidade de Kravitz de misturar a intensidade do rock com charme sedutor, deixando os ouvintes cativados.

Blue Eletric Light

Ao longo de “Blue Electric Light”, Kravitz prova seu domínio do multi-instrumentalismo e da produção, mantendo um som polido e coeso. Embora ocasionalmente se esconda atrás de generalidades e chavões, sua destreza musical e habilidade de ostentar o lado roqueiro brilham, tornando este álbum uma adição sólida à sua discografia.

O retorno de Lenny Kravitz com “Blue Electric Light” reafirma seu lugar no mundo da música, misturando elementos nostálgicos com um toque moderno. É um álbum que não só entretém, mas também lembra aos ouvintes o talento duradouro e a visão artística única de Kravitz.

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