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Onda inflacionária dos direitos esportivos pelos streamings está longe de acabar

Reinaldo Glioche

Entre os muitos estragos, no sentido paradigmático do termo, que o streaming fez no modelo de negócio da televisão, que está, inclusive, redimensionando a própria guerra dos streamings, um pouco comentado é a escala inflacionária imposta aos direitos de transmissão esportiva.

Empresas como Disney, Warner Bros. Discovery, Paramount e Globo, no contexto brasileiro, não podem gastar tão livremente como faziam há alguns anos. Amazon e Apple ainda não compraram muita coisa, mas se movimentam com inteligência no mercado.

streaming

As ligas esportivas conseguiram garantir somas maiores de dinheiro dividindo os direitos e distribuindo-os para mais compradores. Caso do Campeonato Paulista, exibido por Record, HBO MAX e YouTube – a Globo, com seus canais pagos, sai da equação em 2024.

A NBA hoje tem parceria regionais com streamings, como a Amazon, no Brasil, e com Disney e Warner Bros. Discovery, nos EUA. A liga nunca arrecadou tanto com transmissões esportivas. Streamings nos EUA exibem as principais ligas europeias e abriram um novo leque de arrecadação para essas ligas no mercado americano.

No Brasil, os direitos de transmissão do Brasileirão a parti de 2025 estão em negociação e já é esperado, pela valorização do produto, preços mais salgados e eventual interesse de Amazon e Warner Bros. Discovery deve inflacionar ainda mais a disputa.

A Apple, que assegurou os direitos globais da MLS, a liga de futebol (o soccer) dos EUA, está investindo cada vez mais em produções sobre o universo esportivo e tem metas ambiciosas para o futuro, o que naturalmente irá pesar mais ainda nos preços das transmissões esportivas.

A maior incógnita para a indústria esportiva é a Netflix, que possui a maior audiência de qualquer plataforma e um portfólio crescente de programação relacionada a esportes. Apesar de um relatório de que a Netflix discutiu a compra dos direitos do torneio de temporada da NBA, a empresa diz que não está interessada. Ela quer filmar uma série documental da NBA, como faz para outros esportes. A empresa, no entanto, se aproxima de alguns players estratégicos, como a Fórmula 1, que ainda está fora do streaming no mundo.

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