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A street art toma conta das ruas de Belém

As pinturas que dão forma e conteúdo ao Museu de Arte Urbana se espalham por mais de 4 mil metros quadrados de muros e fachadas em uma celebração cativante da street art

Redação Culturize-se

Após dias de trabalho árduo de 21 artistas visuais, o Museu de Arte Urbana de Belém – MAUB está quase pronto para sua inauguração. Os artistas começaram a grafitar os impressionantes 4 mil metros quadrados de muros, fachadas e paredes de edifícios no Complexo do Ver-o-Rio em 5 de setembro, coincidindo com o Dia da Amazônia. A inauguração deste complexo de obras de grafite está programada para o dia 24 deste mês, com a realização de um grande festival de música e gastronomia em Belém.

Fotos: Bruno Carachesti

Essa iniciativa é o resultado de um projeto aprovado em 2021, com o propósito de valorizar e fortalecer o movimento conhecido como Street Art – arte urbana, que está ganhando destaque na cidade amazônica. O timing da execução do projeto, setembro de 2023, é particularmente estratégico, já que coincide com um período de aumento do turismo local, devido ao fato de que a capital do Pará foi escolhida como sede da COP-30, o maior evento global sobre mudanças climáticas, que ocorrerá em 2025. Isso resulta em uma visibilidade ainda maior para a Street Art e para as mensagens dos artistas.

O curador, William Baglione, explica que além da seleção dos artistas através de um edital público, que também incluiu convites para inscrições, houve um trabalho cuidadoso para combinar a experiência, estilo e perfil de cada artista com os espaços disponíveis para a pintura. Um exemplo notável é o maior painel, com impressionantes 22 metros de altura por 56 de largura, que está sendo pintado em colaboração por Thiago Nevs (SP), And Santos (PA) e Luís Jr (PA).

“Na Amazônia, temos uma forma de arte muito conhecida, chamada ‘abre-letras’, que são as tipografias usadas em barcos. Luís Jr é um dos maiores mestres nessa arte da região e já havia tido alguns contatos com Thiago Nevs, um renomado grafiteiro paulistano que, em suas obras, frequentemente incorpora essa caligrafia vernacular. Ambos já haviam trocado conhecimentos, e sabíamos que essa colaboração seria incrível. De um lado, Luís Jr, iniciando sua jornada na Street Art, e do outro, Thiago, trazendo sua experiência da cena urbana de São Paulo e seu histórico com tipografias”, explica Baglione. O resultado dessa colaboração foi ainda enriquecido pela participação de And Santos, um artista visual paraense que hoje se destaca por sua estética realista e surrealista, mas que passou a maior parte de sua adolescência trabalhando com as tipografias em canoas e barcos da região.

  • Street art em Belém

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