Redação Culturize-se
A terapia comportamental é uma abordagem psicoterapêutica baseada nos princípios da psicologia comportamental, que tem como objetivo entender e modificar comportamentos problemáticos através do entendimento dos processos de aprendizagem.

Um estudo realizado em 2019 pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) revelou que a terapia comportamental é a abordagem mais utilizada por psicólogos no Brasil, sendo seguida da terapia cognitivo-comportamental (TCC).
O estudo também mostrou que a adesão à terapia comportamental é alta, com uma média de 80% dos pacientes completando o tratamento. Os principais motivos para a alta adesão à terapia comportamental são:
- Eficácia verificável: a terapia comportamental é um tratamento eficaz para uma ampla gama de problemas psicológicos, incluindo ansiedade, depressão, fobias, transtornos alimentares e dependência química. Essa vertente concentra-se nos comportamentos observáveis e mensuráveis, em vez de se concentrar exclusivamente em pensamentos e emoções. Isso significa que o terapeuta trabalha em estreita colaboração com o paciente para identificar comportamentos problemáticos e desenvolver estratégias eficazes para modificá-los.
- Foco no problema: a terapia comportamental foca no problema específico que o paciente está enfrentando, o que pode facilitar o desenvolvimento de estratégias de enfrentamento eficazes.
- Atuação ativa do paciente: a terapia comportamental requer a participação ativa do paciente, o que pode aumentar sua motivação e comprometimento com o tratamento.
- Técnicas específicas: A terapia comportamental utiliza uma variedade de técnicas baseadas em evidências para ajudar os pacientes a modificar seus comportamentos. Essas técnicas podem incluir a dessensibilização sistemática, o condicionamento operante, a modificação cognitiva, entre outras. Cada técnica é adaptada às necessidades do paciente e ao seu contexto específico.
O psicólogo behaviorista Burrhus Frederic Skinner (1904-1990), responsável pelo referido conceito de condicionamento operante, foi grande defensor do método e ajudou a popularizá-lo entre os psicólogos. Ele argumentou que a terapia comportamental é eficaz porque ajuda as pessoas a identificarem e modificarem os comportamentos que estão causando problemas.
Albert Ellis (1913-2007), por seu turno, um renomado psicólogo cognitivo-comportamental, desenvolveu a desenvolveu a terapia racional-emotiva comportamental (REBT) e fortaleceu a ideia de que as emoções são causadas por pensamentos, e que a terapia comportamental pode ajudar as pessoas a identificar e modificar seus pensamentos negativos.
E aí entra outro dos trunfos da terapia comportamental, uma vertente muito praticada em grupos, como alcoólatras anônimos, vítimas de violência e traumas, já que costuma ser mais estruturada e focada em objetivos específicos, o que pode tornar o processo terapêutico mais eficiente e prático para pacientes e terapeutas. Essa praticidade pode ser um fator atrativo para muitos profissionais e pacientes, que buscam resultados rápidos e concretos.
Cinco livros sobre terapia comportamental
- “Sobre o Behaviorismo”, de B.F Skinner (Ed. Cultrix)
- “Luto: Teoria e Intervenção em Análise do Comportamento”, de Flavia Nunes Fonseca e outros (Ed.CRV)
- “Vencendo o TDAH Adulto: Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade”, de Russell A. Berkley e Christine M. Benton (Ed. Artmed)
- “Terapia comportamental dialética: Livro de atividades”, de Matthew McKay e Jeffrey Bantley (Ed. Sextante)
- “Questionamento Socrático para Terapeutas: Aprenda a Pensar e a Intervir como um Terapeuta Cognitivo-comportamental”, de Scott H. Waltman, R. Trent Codd III, Lynn M. McFarr e Bret A. Moore (Ed. Artmed)