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Os 25 anos do Google e o futuro com a inteligência artificial

Redação Culturize-se

Sundar Pichai, CEO da Alphabet, a empresa-mãe do Google, deu uma entrevista esclarecedora à Wired sobre vários aspectos da abordagem do Google à inteligência artificial (IA), os desafios que a empresa enfrenta e sua visão para o futuro. A seguir, Culturize-se destaca os pontos mais relevantes.

25 anos do Google a revolução da IA

Pichai refletiu sobre o 25º aniversário do Google, enfatizando a jornada da empresa no mundo da tecnologia e sua mudança em direção à IA. Ele acredita que a mudança para a IA representa uma era de ouro da inovação, com o Google desempenhando um papel significativo. “Estou convencido de que, com a mudança para a IA, há uma era de ouro da inovação pela frente. Como empresa, temos uma oportunidade tão grande quanto tínhamos há 25 anos e muito mais responsabilidades.”

Abordagem do Google à IA

Pichai reconhece que o Google está envolvido em pesquisa de IA há muito tempo e destacou a transição da empresa para uma abordagem “primeiro a IA”. Ele alude à necessária cautela de integrar a IA em produtos, enfatizando a necessidade de garantir segurança e confiança, especialmente em áreas críticas como pesquisa.

O CEO do Google, Sundar Pichai
Foto: Gabriela Hasbun

“O sinal é que a IA é uma mudança de plataforma profunda, e está chegando a um estágio em que você pode implantá-la mais profundamente. Estamos fazendo isso para resolver problemas reais, com um senso de entusiasmo, otimismo e responsabilidade”, observa.

Pichai assegura que os anúncios ainda seriam parte da experiência de pesquisa, mesmo com a introdução da IA generativa. “O que estou pensando é como podemos trazer a IA generativa para a pesquisa de uma forma que faça sentido para nossos usuários. Isso é o que estou pensando, e é isso que importará a longo prazo.”

Ele explica que o Google pretende usar modelos de linguagem grandes (LLMs) na pesquisa para fornecer aos usuários as melhores informações disponíveis online e reafirma que os princípios fundamentais de conectar os usuários com informações valiosas, incluindo anúncios, permaneceriam intactos. “Queremos garantir que os usuários estejam consumindo esses sites. Portanto, não acredito que a parte central da experiência mudará.”

Ele acredita, e espera posicionar bem o Google nessa corrida, que um modelo de linguagem de próxima geração, convergiria várias capacidades de IA, como geração de texto e imagem.

O julgamento que pode mudar tudo

Sundar Pichai aborda o julgamento antitruste em curso e enfatizou o compromisso do Google com a inovação, mas ressaltando a necessidade da regulamentação ser colaborativa, não onerosa para pequenas empresas e focada em segurança, privacidade e mitigação de viés. Além do mais aponta a importância de uma legislação federal que se enderece às complexidades em matéria de privacidade que a inteligência artificial enseja.

“A IA é uma das tecnologias mais profundas com as quais já trabalhamos. Existem riscos de curto, médio e longo prazo”, salienta Sundar Pichai.

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