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Os desafios da distribuição de conteúdo mobilizam 1ª edição do CNN Talks

“CNN Talks: o Futuro da Distribuição de Conteúdo” aconteceu na sexta-feira (11) em São Paulo e contou com a participação de players do mercado brasileiro como Google, Claro, Samsung, entre outros

Redação Culturize-se

No lançamento do “CNN Talks”, uma nova iniciativa da CNN Brasil no campo de eventos, importantes representantes do cenário nacional de tecnologia e distribuição mergulharam no universo multiplataforma. Denominado “CNN Talks: o Futuro da Distribuição de Conteúdo”, o evento aconteceu na sexta (11) em São Paulo e reuniu figuras proeminentes como Fábio Coelho (Google), Gian Martinez (Winnin), Mario Laffitte (Samsung), Fernando Magalhães (Claro), Claudine Bayma (Kwai), além dos executivos da própria CNN Brasil, como os vice-presidentes Virgilio Abranches e Sergio Maria, e Clarissa Gaiatto (Deloitte). A apresentação ficou por conta de um dos âncoras da CNN, Marcio Gomes.

A plateia era composta não apenas por profissionais e talentos da CNN Brasil, mas também por mais de uma centena de executivos de alto escalão do mercado de comunicação e mídia. Eles tiveram a oportunidade de ouvir as considerações dos executivos em duas fases distintas.

Na primeira fase, que abordou o tema da criação de conteúdo, Gian Martinez, CEO da Winnin, destacou a relevância como um fator crucial, enfatizando que “a palavra dominante é a relevância”. Ele ressaltou que há diversas audiências dinâmicas, e a tecnologia desempenha um papel aliado nesse contexto. A Winnin fornece soluções tecnológicas importantes para a multiplataforma, inclusive para a CNN Brasil.

A partir da esquerda: Fabio Coelho, Sergio Maria, Clarissa Gaiatto, Fernando Magalhães e Márcio Gomes | Foto: Gilberto Marques/CNN Brasil

“Desde o seu início, a CNN Brasil já nasceu multiplataforma, o que facilitou muito a nossa trajetória”, observou Virgilio Abranches, vice-presidente de Conteúdo e Operações da CNN Brasil. Ele apontou que, em um cenário onde há muita conversa sobre criadores de conteúdo, “jornalistas não criam notícias”, mas sim podem “criar formatos” para entender as melhores maneiras de comunicação em um ambiente jornalístico.

O que vem primeiro: o conteúdo ou o formato?

Abranches sublinhou que a mera replicação de conteúdo não é eficaz e ressaltou a importância da adequação do conteúdo à plataforma certa. Ele destacou que cada conteúdo deve ser adaptado ao meio de distribuição, citando o exemplo da plataforma Kwai, que requer conteúdo adaptado ao seu formato.

Claudine Bayma mencionou que a Kwai tem 48 milhões de usuários ativos por mês no Brasil. Ela atribuiu parte do sucesso da plataforma à sua gama diversificada de funcionalidades, como compartilhamento e troca de “gifts”. Bayma compartilhou uma história interessante sobre a adaptação da marca para o público brasileiro, onde a pronúncia original chinesa (“quai”) foi adaptada para uma pronúncia mais brasileira (cauai), já adotada pelos usuários.

Para a executiva, o jornalismo tem o poder de atrair mais usuários para a plataforma. A parceria entre a Kwai e a CNN Brasil teve resultados significativos na cobertura das eleições de 2022 e na posse do governo atual.

Na segunda parte da conversa, o foco se voltou para a distribuição de conteúdo. Fábio Coelho, presidente do Google no Brasil, que também lidera o YouTube, elogiou as audaciosas apostas da CNN Brasil em sua transformação digital. Ele enfatizou que ao disponibilizar o conteúdo em várias plataformas em diferentes formatos para públicos diversos, alcançando novos dispositivos e telas, e com um sistema de monetização inteligente, é possível obter lucros de maneira ainda mais eficaz.

Sérgio Maria, VP de Digital e Inovação da CNN Brasil, observou que, embora seja uma empresa multiplataforma, a CNN ainda é vista predominantemente como uma rede de televisão. Portanto, estar presente em todas as plataformas é crucial. Ele revelou que 40% do conteúdo assistido no canal do YouTube da CNN é consumido na TV. Para ele, a existência de cinco gerações que consomem conteúdo de maneiras diversas amplia ainda mais a necessidade de valorizar a relevância desses conteúdos.

Clarissa Gaiatto, da Deloitte, destacou a importância de considerar a diversidade de ecossistemas, dados, tecnologias e plataformas. Ela mencionou como diferentes indústrias estão interconectadas, como varejo, entretenimento e pagamentos, gerando novas dinâmicas e novos termos como “shop entertainment” e “retail entertainment”.

Por fim, Fernando Magalhães, da Claro Brasil, enfatizou a importância da banda larga nesse cenário. Ele lembrou que a Claro fechou acordos com todos os principais provedores de streaming em sua plataforma. Ele também destacou que a Claro detém dados sobre hábitos de consumo em todas as suas plataformas, identificando picos de uso em notícias e esportes. Magalhães observou que a competição no setor de TV por assinatura evoluiu de uma batalha pela quantidade de canais para a capacidade de entrega de conteúdo por meio de tecnologia, destacando a importância de ser uma empresa multiplataforma e alcançar o consumidor onde for mais conveniente para ele.

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