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Dança e transgressão em cartaz no CCBB BH

Redação Culturize-se

Nos dias 4, 5, 6 e 7 de agosto, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB BH) apresenta o espetáculo de dança contemporânea intitulado “BWV 988: Trinta Possibilidades de Transgressão”. A concepção deste espetáculo é uma colaboração entre o talentoso pianista brasileiro Gustavo Carvalho, a renomada coreógrafa e bailarina Jacqueline Gimenes, também brasileira, e o artista visual francês François Andes. A direção de luz fica a cargo de Pedro Pederneiras.

A principal inspiração para a criação dessa performance foi a obra magistral do compositor barroco alemão Johann Sebastian Bach, as Variações Goldberg BWV 988. A coreografia foi desenvolvida respeitando o discurso musical dessas variações e incorporando pesquisas sobre o conceito de transgressão na sociedade contemporânea.

Dança e transgressão
Foto: Divulgação

O espetáculo reúne três artistas importantes de diferentes áreas: Gustavo Carvalho, um talentoso pianista mineiro com uma carreira brilhante como solista e camerista no Brasil e no exterior; Jacqueline Gimenes, premiada com o Prêmio Klauss Vianna de Dança; e François Andes, um renomado artista visual europeu, especializado em desenho contemporâneo.

O processo de criação envolveu a transgressão como ponto de partida, buscando a abertura e a instabilidade por meio do diálogo entre os artistas. Durante esse processo, eles interagiram com o público, realizando micro-residências no polo experimental do Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea e em hospitais psiquiátricos da Colônia Juliano Moreira, no Rio de Janeiro. Essas interações com o público foram incorporadas ao trabalho final, tornando a obra mais permeável e convidando o espectador a refletir sobre normas e possibilidades de transgressão.

Encenação

Os cenários e figurinos foram concebidos a partir de desenhos de François Andes. Esses desenhos foram inspirados no princípio do “cadavre exquis”, um jogo surrealista francês que subverte o discurso convencional. Através da superposição de texturas, os desenhos se tornaram um “storyboard” da narração, impulsionando a dramaturgia, a direção e a coreografia do espetáculo, bem como a construção dos elementos cênicos e figurinos, criando uma atmosfera labiríntica que integra o piano como parte da metamorfose dos personagens ao longo da apresentação.

Andes provoca sobre as reflexões propostas pelo espetáculo, cujos ingressos podem ser adquiridos no site do CCBB: “A percepção da insônia como tempo/espaço para penetrar esse universo, assim como uma fronteira entre o real e o imaginário, o visível e o invisível, o consciente e o inconsciente. Noites brancas, vistas como a possibilidade de encontro com as nossas inquietudes e angústias existenciais, mas também com os nossos fantasmas e pulsões”.

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