TRUSTFALL,  P!NK

analisa o nono álbum de Pink

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Pink é um forte nome no cenário pop rock desde o início dos anos 2000, quando estreou com seu primeiro single, “There You Go”. Acumulando prêmios e hits icônicos em sua carreira, a exemplo de “So What”, “Just Give Me a Reason” e “Try”, a cantora lançou no último dia 17, seu mais novo álbum.

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“Trustfall”, que contém 13 faixas, é uma mistura de músicas chicletes, hinos motivacionais e um vislumbre daquele jeito Pink de ser.

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Vem conferir!

Talvez em seu álbum mais pessoal, Pink extrai de sua vida a inspiração para as letras sentimentais e sinceras das canções. “When I Get There”, abre-alas do CD, é dedicada ao pai falecido da artista; “Our Song” é dedicada ao ex-marido; “Turbulence” é dedicada aos momentos difíceis que viveu, e por aí vai. É uma carta aberta de alusões ao mundo real de Pink.

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De CORAÇÃO aberto

Mais que o próprio material, se sobressai a potência vocal de Pink. Em músicas como “Long Way To Go”, aliada a banda The Lumineers, e “Just Say I’m Sorry”, com Chris Stapleton, ela mostra que, acima de tudo, é uma cantora fora da média. Seja acompanhada de um violão, um piano ou de sintetizadores, a artista de 43 anos mostra que seus vocais estão intactos.

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Vocais dignos de Pink

Como qualquer estrela do pop, não poderiam faltar canções grandiosas voltadas para este gênero. “Trustfall”, homônimo do disco, já serviu como um prelúdio mais fraco do que estaria por vir. “Runaway”, uma vibe mais anos 80, é dançante, porém não se destaca tanto quanto “Never Gonna Not Dance”, detendo tudo que um fã de pop deseja: letra animada, ritmo chiclete e crescente, clima dos anos 2000 e ainda um saxofone de quebra.

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Uma típica diva pop

“Lost Cause” e “Our Song” encaixam-se nas melhores baladas solo cantadas por Pink, evidenciando o piano, as cordas e os vocais. As letras demonstram a relação da cantora com si mesma e com os outros, sem medo de parecer vulnerável. A interpretação da cantora em ambas é o que eleva as músicas, muito mais do que os arranjos por si só.

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Baladas para os corações partidos

“Hate Me” conserva o ar rebelde daquela Pink que cantava “E daí? Eu ainda sou uma rock star”. Com riffs de guitarra, acordes de rock e uma letra afrontosa, a Pink de antigamente pôde ser relembrada.

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De volta à Pink dos anos 2000

Com o auxílio da bem-sucedida banda The Lumineers, Pink entra proveitosamente no folk com a consistente “Long Way To Go”. Os resquícios desta inclusão mostram-se em músicas como as inexpressivas “Kids in Love” e “Turbulance”, a forte “Just Say I’m Sorry”, em parceria com Chris Stapleton, e na “felizinha” “Last Call”.

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Do pop rock ao folk

Variando de ritmos, mas sempre dentro do que a indústria fonográfica procura, “Trustfall” possui altos e baixos: os altos, principalmente pelo talento incontestável de Pink em todos os gêneros; os baixos, por ela ter se descaracterizado tanto a ponto de algumas músicas serem apenas parte do mundo pop. E nada mais.

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