Os 10 melhores filmes Queer

Do século XXI

Redação Culturize-se || Fotos: Divulgação

Com dose dupla de Rachel Weisz, essa lista elaborada por Culturize-se se pretende diversa e mimética de uma comunidade cada vez mais plural, robusta e livre. Há muitos filmes que ficaram de fora, mas a lista, que não atribui posições aos filmes escolhidos, converge cults instantâneos, com filmes mais nichados, além de sucessos de crítica acima de qualquer suspeita

O filme do grego Yorgos Lanthimos pode até parecer um estranho no ninho, mas é um retrato fiel de como as mulheres se relacionam entre si quando sexo e poder estão na mesa. É um filme delicioso que descortina o sexo como uma poderosa moeda de troca sem qualquer pudor. A lascividade não precisa ser hétero ou masculina

"A Favorita" (EUA, ING 2018)

"Moonlight - Sob a Luz do Luar" (EUA, 2016)

Vencedor do Oscar de Melhor Filme e tido por muitos como um dos melhores filmes da década passada, o longa é uma presença natural nesta lista. Muito por sua força narrativa que nos envolve na jornada aflitiva, mas esperançosa, de uma jovem negro, pobre e gay

"Eu não antecipei a responsabilidade que esse filme assumiria. E estou feliz por não ter antecipado. Se eu soubesse que o filme assumiria um lugar muito dramático nessa conversa que precisávamos ter, isso teria colocado muito peso nessa coisa muito pequena e delicada", disse o diretor Barry Jenkins em entrevista à IndieWire

"Longe do Paraíso" (EUA, 2002)

É até estranho que não haja um filme do mestre Almodóvar na lista, embora longas como "Má Educação" e "Dor e Glória" tenham legitimidade para estar aqui, mas há três grandes melodramas com personagens queer na lista. O primeiro deles é esse lindíssimo longa de Todd Haynes, que rendeu a Julianne Moore, uma esposa dos anos 50, cuja fachada começa a desmorona quando descobre a homossexualidade do marido.

"Direito de Amar" (EUA, 2009)

Outro melodrama excepcional, também estrelado por Julianne Moore, é "Direito de Amar", que ajudou a mudar o patamar de Colin Firth em Hollywood. A arrebatadora estreia de Tom Ford como cineasta é um estudo delicado sobre como a homossexualidade pode ser uma clausúra, ainda que belíssima. Esteticamente arrojado, o filme é pura arte em transpiração.

"O Segredo de Brokeback Mountain" (EUA, 2005)

O terceiro melodrama incluído na lista é o espetacular drama romântico - talvez o último grande romance do cinema americano - de Ang Lee. Heath Ledger e Jake Gyllenhaal vivem essa paixão carnal que desafia visões de mundo e celebra o desejo como o império da natureza. Triste, erótico, denso e  crepuscular.  Um filme para todo o sempre!

"Tangerine" (EUA, 2015)

O cinema americano está realmente algumas léguas à frente em matéria de representação queer e de pensar personagens que extrapolem o mero comentário sobre sua condição. Nesse sentido, o filme independente de Sean Baker, gravado apenas com um iPhone, é exemplar desse arrojo narrativo e despojamento estético.

O filme conta a história de Sin-Dee Rella, uma mulher transexual recém-saída da prisão, que descobre que seu namorado e cafetão, Chester, a traiu com outra mulher enquanto ela estava presa (e ainda por cima uma mulher cis!). Determinada a confrontar Chester e sua amante, Sin-Dee embarca em uma busca frenética pelas ruas de Los Angeles.

"Toda Forma de Amor" (EUA, 2010)

Existe uma idade limite para sair do armário? Esse é um dos questionamentos centrais do lindo filme de Mike Mills, que rendeu o Oscar a Christopher Plummer. Seu personagem, após a morte da esposa, resolve assumir -se gay, causando uma espécie de crise existencial em seu filho, vivido por Ewan McGregor

"XXY" (ARG, 2007)

O longa de Lucia Puenzo foca na celeuma familiar com a condição de Alex, que nasceu com características sexuais de ambos os sexos. A ideia é que Alex defina o que é, mas o processo compreensivelmente é tumultuado. Estamos no território da interssexualidade, algo que o filme aborda com muita delicadeza e sensibilidade.

"Azul é a Cor Mais Quente" (FRA/TUN 2013)

1º, e até o momento único, filme a render a Palma de Ouro ao cineasta e ao par de protagonistas, o longa francês legou polêmicas e lendas para dar dimensão de sua força premonitória, já que antecipou muito do que a Geração Z pavimentaria nos anos seguintes.

"Desobediência" (EUA, 2017)

Nada mais justo do que encerrar uma lista que começou sob o signo de rachel Weisz, do que encerrar com a presença inebriante da atriz britânica, aqui como Ronit, que precisa voltar para sua cidade natal após a morte de seu pai, um rabino. De volta, ela recorda a paixão proibida pela melhor amiga de infância (Rachel McAdams), atualmente casada com seu primo, e as duas exploram os limites da fé e sexualidade.