O caminho de Greta Gerwig até Barbie

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Não é de hoje que a atriz e roteirista Greta Gerwig é queridinha no cinema indie. Mas nos últimos anos, ao se transferir para a direção, ela ganhou nova projeção na carreira.

Mas ela começou em 2006, onde fez parte do Mumblecore, movimento cinematográfico  de baixo orçamento e foco nas relações interpessoais e diálogos improvisados.

Ao lado de outros nomes do gênero, como Mark Duplass e Joe Swanberg, ela logo se tornou uma musa do mumblecore, estrelando filmes como “Hannah Sobe as Escadas” e “Nights and Weekends”, que ela co-dirige com Swanberg.

Mas foi com “Frances Ha”, de 2012, que ela virou a rainha do indie. Ela protagoniza o filme e assina o roteiro ao lado de Noah Baumbach, que se tornaria seu parceiro habitual e marido. Filmado em preto e branco, misturava uma certa melancolia com comédia e acabou entrando nas principais listas de melhores filmes do ano.

Com “Frances Ha”, Gerwig seguiu apostando na dobradinha escritora/atriz, e chegou a escrever o piloto de uma série derivada de “How I Met Your Mother”, mas que não chegou a ganhar uma temporada completa.

De volta ao cinema, ela segue o caminho de muitos cineastas nos últimos anos e decide estrear na direção contando sua história. Inspirada em sua adolescência em Sacramento, na Califórnia, ela lança “Lady Bird” em 2017.

Estrelado por Saoirse Ronan, conta a história de uma jovem prestes a se formar, em uma família sem muitos recursos e com uma relação complicada com a mãe (Laurie Metcalf). O filme foi indicado a 5 Oscars, incluindo Melhor Diretora e Melhor Roteiro para Gerwig.

Já estava cimentado seu caminho na direção. Para sua segunda investida, ela apostou em "Adoráveis Mulheres" uma nova adaptação do aclamado romance “Mulherzinhas”, de Louisa May Alcott. Outro hit, a colocou de novo no circuito de premiações.

Os tempos de indies de baixo orçamento já ficaram para trás há tempos, mas algo na filmografia de Gerwig, sua interpretação da complexidade feminina, seja uma nova iorquina desempregada ou uma adolescente entediada, sempre se destacaram.

Como então cativar um mundo transformado com a história da boneca de plástico que atualmente é sinônimo de opressão feminina? Resgatando a nostalgia de todo mundo que já brincou de boneca, escalando um elenco inspirado e abusando de figurinos e cenários que oferecem uma explosão de rosa.

Essa semana, Gerwig não tem nada para provar com o lançamento de “Barbie”. Seu talento está claro, mas essa é sua primeira produção com um orçamento digno de blockbusters e, junto com o embate direto com Christopher Nolan, a coloca entre os grandes nomes do cinema americano atual.