João Trevisan explora espaço, luminosidade e colorimetria na exposição "O Dorso do Tigre"

Redação Culturize-se | Fotos: Divulgação

A Galeria Raquel Arnaud, localizada no bairro da Vila Madalena, em São Paulo, apresenta "O Dorso do Tigre", de João Trevisan, em cartaz entre 11 de novembro e 9 de fevereiro de 2024. Sob a curadoria de Mateus Nunes, a exposição é um convite para um mergulho em momentos de reflexão e de busca por tranquilidade vivenciadas e propostas pelo artista brasiliense.

A mostra reúne aproximadamente 40 produções pictóricas inéditas, divididas em quatro grupos, distribuídos pelos dois pisos da galeria: "Intervalos", "Intersecções", "Paisagens" e "Monocromos". Uma oportunidade de apreciar a sensibilidade e a profundidade de Trevisan, que faz parte de uma nova geração de artistas minimalistas, com influências do abstracionismo geométrico.

"O Dorso do Tigre" não é apenas um título intrigante, mas também uma referência à obra literária do paraense Benedito Nunes. Segundo o curador, todos nós estamos "sobre o dorso do tigre", um animal com base e aparência sólidas, mas com a área dorsal ondulante, uma metáfora do constante movimento e da transformação da vida.  Para a produção de cada tela de João, há um processo que dura cerca de três meses, com sucessivas camadas de tinta acrescentadas na superfície até obter a textura desejada, inaugurando novas noções de profundidade e velatura cromática, em que as cores ora se revelam, ora se escondem.

"Minhas obras demandam muitos movimentos físicos. O que mais prezo durante a criação é a busca por um silêncio, por uma tranquilidade, pela calma. Estamos todos muito caóticos, muito densos”, explica o artista, que aplica os conhecimentos adquiridos com as graduações em direito e geografia acrescidos dos ensinamentos budistas.