Como "Resistência", mesmo com orçamento modesto, apresenta o visual mais impressionante do ano

Redação Culturize-se | Fotos: Divulgação

Já em cartaz nos cinemas brasileiros, "Resistência", novo filme de Gareth Edwards, está chamando a atenção da crítica especializada por ter um design de produção invejável, mesmo com um orçamento de "apenas" US$ 80 milhões. O longa da 20th Century Studios ostenta esse orçamento, em parte, porque o cineasta queria ter mais controle criativo sobre a trama, algo que um orçamento inchado nem sempre dá.

 Edwards trabalhou com o diretor de fotografia Greig Fraser, que compartilhava sua abordagem de fazer as coisas de forma simples e eficiente. Eles testaram equipamentos de câmera para obter o visual desejado.

Antes de iniciar a produção, Edwards filmou um conceito que capturava atores e figurantes em ambientes reais, sem prepará-los para tecnologia de substituição digital, adicionando efeitos visuais posteriormente.

Edwards enfrentou desafios devido a interrupções causadas pela pandemia e à agenda de Greig Fraser para "Duna: Parte Dois." Isso levou à colaboração com o diretor de fotografia Oren Soffer. O designer de produção James Clyne juntou-se à equipe e trabalhou nas paisagens naturais e na criação de templos futuristas digitalmente, mantendo um equilíbrio orçamentário.

O diretor adotou uma abordagem mais intuitiva para criar a aparência dos personagens de IA, evitando o uso de trajes de captura de movimento. Isso permitiu uma coesão visual entre os personagens principais. Já em matéria de efeitos visuais, a técnica utilizada foi deixar elementos reais próximos à câmera e colocar elementos digitais no plano de fundo, otimizando o orçamento.

Edwards acredita que a criatividade pode florescer mesmo com orçamentos limitados, mas também vê vantagens em grandes produções de Hollywood. Ele busca um equilíbrio entre a independência criativa e os recursos financeiros em futuros projetos.