Balé composto exclusivamente por negros é destaque na Expo Favela 2023

Redação Culturize-se | Fotos: Divulgação

A ONG PAC (Projeto Amigos da Comunidade) tem atuado há duas décadas com crianças, jovens, adultos e idosos em situação de extrema vulnerabilidade social em algumas regiões de São Paulo. A organização foi destaque na Expo Favela 2023, evento que conecta empreendedores da favela e investidores.

O Balé Ayo, que significa "alegria" em uma língua nigeriana,  um dos projetos do programa de oficinas AfroPAC, voltado para a formação cultural, educacional e empoderamento negro na periferia, foi um dos destaques na feira.

Há mais de três anos, cerca de 30 bailarinas e bailarinos negros integram o projeto, que tem como objetivo demonstrar que a dança, especialmente o ballet, é também um espaço de representatividade e protagonismo negro.Sob a liderança da professora de balé Alcione Brasilio, de 46 anos, que infelizmente enfrentou o racismo em sua carreira como bailarina, crianças e adolescentes negras têm a oportunidade de perceber que o balé também é um espaço para elas.

"Muitas meninas negras acreditavam que o balé não era para elas, seja pela cor das sapatilhas e meias "padrão", que diferem do tom de sua pele, ou porque não conseguiam fazer o coque de uma bailarina. É por isso que, no Balé Ayó, elas podem dançar com seus cabelos afro soltos e têm sapatilhas da cor de sua pele, para que elas vejam e saibam que esse espaço é delas", comenta Alcione Brasilio