Redação Culturize-se | Fotos: Divulgação 02/07/2025
Nascida Arissana Braz em 1983, em Porto Seguro (BA), ela adotou o sobrenome Pataxó para homenagear sua ancestralidade. Cresceu “às margens do rio”, mergulhada nos costumes de seu povo; uma vivência que moldou seu olhar artístico desde cedo.
Arissana Pataxó faz da pintura e da fotografia um espaço de afirmação cultural e resistência indígena. Sua obra revisita tradições de seu povo e lança luz sobre a memória e a luta dos povos originários no Brasil contemporâneo.
Ela reformula mídias consagradas como a fotografia e a pintura para criar uma poética única e visceral.
Suas obras vão da pintura à cerâmica e instalações e dialogam com temas como ancestralidade, racismo, ecologia e identidade, buscando dar visibilidade à cultura indígena e ao protagonismo feminino em suas aldeias. Um exemplo é a série Indigente, indi(o)gente, indigen(a)-te (2020), que denuncia a invisibilização indígena sob uma ótica histórica e contemporânea
Além de artista, Arissana se consolidou como pesquisadora do saber Pataxó, valorizando narrativas orais, práticas e cosmologias não registradas em bibliografia acadêmica tradicional. Em 2024, foi convidada a ministrar a aula magna de mestrado em artes na UFSB, além de integrar equipe curatorial do pavilhão brasileiro na Bienal de Veneza
Pataxó representa uma nova geração de artistas indígenas que escapam de estereótipos e afirmam sua presença com autonomia estética e política. Suas obras são janelas para memorizar as violências coloniais, celebrar a vida em comunidade e afirmar a voz de mulheres indígenas que lideram, educam e inovam.