Exposição Terra Água Vermelha celebra a paisagem como memória e matéria viva

Os artistas Pedro Lopes e Dimas Pires promovem uma reflexão profunda sobre a paisagem como território vivido, mais próxima da experiência do que da contemplação distante.

A mostra nasce do encontro entre a cor e a forma, entre a decomposição da paisagem e sua recomposição material. Pedro Lopes parte da observação do entorno da Água Vermelha, enquanto Dimas Pires transforma resíduos naturais em novas presenças escultóricas.

m 18 pinturas de grande formato, Lopes cria sínteses abstratas do ambiente sorocabano, nas quais a cor assume papel de geologia e vibração. Sua pintura traduz o terreno e o ar, convertendo o olhar sobre a natureza em campo emocional e atmosférico.

Com nove esculturas monumentais em madeira reaproveitada, Pires trabalha troncos e raízes de árvores caídas para revelar a força vital da matéria. Cada peça carrega o tempo e a memória da árvore, unindo técnica artesanal e gesto poético.

A exposição estabelece um diálogo entre bidimensionalidade e tridimensionalidade, pintura e escultura, cor e corpo. Ambos os artistas compartilham a mesma ética criativa: reconhecer o entorno como fonte de forma e sentido, traduzindo-o em gesto artístico.