Verão 2026: as novas direções da moda nas passarelas internacionais

Redaçao Culturize-se | Fotos: Divulgação  11/10/2025

Entre 10 de setembro e 7 de outubro, as quatro grandes capitais da moda — Nova York, Londres, Milão e Paris — revelaram suas coleções para o verão 2026, marcadas por estreias de diretores criativos, revisões de estilo e um desejo coletivo de reencontro com a essência.

As passarelas mostraram menos rupturas e mais reinterpretações: a sensualidade ganhou novas camadas, a alfaiataria voltou com força e o romance se misturou à funcionalidade.

Os tecidos translúcidos surgem com força, combinando sensualidade e leveza. Na Khaite, organzas bordadas criam movimento; na Fendi, o chiffon amarelo revela o corpo com sutileza; e na Alexander McQueen, o tule rendado transforma a pele em parte do desenho.

Símbolo de pureza e força, o branco domina a temporada em propostas que vão do escultural ao etéreo. Na Alaïa, aparece em volumes fluidos; na Balenciaga, surge minimalista e em movimento; e na Louis Vuitton, ganha leveza em tecidos amplos e esvoaçantes.

O visual do quarto chega às ruas com uma sensualidade mais tátil e sofisticada. Tecidos acetinados e cortes relaxados aparecem em versões elegantes: Dolce & Gabbana aposta no toque noturno, Emporio Armani traz leveza floral e Ferragamo transforma o conforto em requinte.

As franjas ganham status de escultura, trazendo textura e ritmo aos looks. A Alaïa as incorpora às botas como extensão arquitetônica, enquanto a Louis Vuitton explora variações de cor e densidade. Já a McQueen lhes dá um toque sexy em vestidos e bolsas de couro cortado.

Entre o romântico e o moderno, os laços voltam como símbolo de versatilidade. Na Dior, surgem em profusão, do detalhe na gola ao shape das peças. A Louis Vuitton os transforma em pontos de impacto volumétricos, enquanto Ralph Lauren aposta em uma leitura gráfica e contemporânea.

O drama das cortes europeias é revisitado com estrutura e teatralidade. As saias amplas e cinturas marcadas evocam o século 18, reinterpretadas em construções arquitetônicas pela Khaite, esculturas de tecido na Dior e volumes românticos na Erdem.